Seja você também uma doadora de Leite Materno!

Composta por 216 bancos de leite humano e 119 postos de coleta, a rede brasileira inspira criação de modelos semelhantes em toda a América Latina.

Amamentar significa mais do que garantir a saúde do bebê em seus primeiros meses de vida. Representa um ato de amor que contribui sensivelmente para que a criança tenha um bom desenvolvimento e se torne um adulto também saudável. Além disso, traz uma série de benefícios para a saúde das mães. 

Por motivos como esses, há anos o Brasil incentiva o uso do leite humano como alimento exclusivo da criança nos seis primeiros meses de vida e complementado com alimentos adequados até os dois anos de idade ou mais. Esse trabalho rendeu ao país resultados importantes e agora inspira experiências em toda a América Latina.

Há 216 bancos de leite humano no Brasil. Eles atendem bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. Nessas condições, a produção do leite materno também diminui, pela ausência do estímulo e pela situação de estresse enfrentada pelas mães.

Enquanto isso não acontece, o banco de leite humano funciona para garantir a alimentação adequada dessas crianças. A Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (REDEBLH), que integra o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece seus serviços gratuitamente à população. A criança recebe o alimento na unidade onde está internada. O período de dependência em relação ao banco de leite pode variar de dias a meses, conforme o peso de nascimento e as condições de saúde.

A maioria das mães produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao quinto dia após o parto. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode doar leite, sem que isso traga algum tipo de prejuízo para o filho. Ela deve dirigir-se a uma unidade de saúde para se informar sobre locais onde existem os bancos. Em alguns municípios, há a possibilidade de coleta em casa.

Para fazer a doação, as mulheres devem gozar de saúde plena. Portadoras de doenças infectocontagiosas, como a AIDS, não podem doar e nem mesmo amamentar o filho. O risco de transmissão do vírus é alto. Antes da possível coleta, as doadoras têm de mostrar o cartão de acompanhamento pré-natal e passar por uma avaliação clínica. Também não podem beber, fumar e tomar medicamentos.

Quando o leite chega ao banco, passa por um rigoroso controle de qualidade. O primeiro passo é a pasteurização, que elimina bactérias e vírus. Depois disso, o alimento é congelado e submetido a um teste de controle microbiológico, para checar a efetividade da pasteurização. Só depois de aprovado nessa última fase, o leite é liberado para consumo.

O sucesso da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano, coordenada pelo governo brasileiro, estimulou outros países a tentarem implementar modelo semelhante.

A amamentação é a maneira natural de alimentar as crianças nos primeiros anos, apresentando muitas vantagens para o bebê e para a mãe.  O leite materno é tão completo, forte e adequado, que a criança não precisa de outro alimento, nem mesmo da água, até os seis meses de idade. A amamentação funciona como a primeira vacina e protege o bebê contra várias doenças. Depois dessa idade, o leite materno deve ser mantido até os dois anos ou mais, já acompanhado de outros alimentos, como legumes, verduras, tubérculos, leguminosas, carnes, cereais e frutas.

Os benefícios da amamentação valem por toda a vida. Crianças que mamam no peito correm menos risco de ter infecções urinárias, diarreias, doenças respiratórias e outras, que podem levar a internações ou à morte. A criança amamentada adequadamente terá menos chance de desenvolver problemas como diabetes, má oclusão dos dentes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Para as mulheres, a amamentação também traz benefícios, como reduzir o sangramento após o parto e diminuir a incidência de anemia, de câncer de mama e ovário e de osteoporose. E ainda é um excelente aliado da mãe para recuperar seu peso normal.

Como doar?
Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite humano. Veja o BLH mais próximo de você. (http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=393)

Como preparar o frasco para coletar o leite humano?
- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue; 
- Você poderá usar quando estiver seco.

Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?
O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.
Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:
1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.

Como retirar o leite humano (ordenhar)?
Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.

Massageie as mamas com as polpas dos dedos   começando na aréola (parte escura da mama) e, de forma circular,  abrangendo toda mama.

É ideal que o leite seja retirado de forma manual:

- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você.

Como guardar o leite retirado para doação?

O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer. Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador. O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.

O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

Fonte: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=397#

VITAMINA C PARA A INTELIGÊNCIA DO BEBÊ


A deficiência de vitamina C na gestante afeta a capacidade de raciocínio da criança no futuro. 

Cientistas da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, levantam uma suspeita interessante: se a mulher consumir menos vitamina C do que deveria durante a gestação e até mesmo no período pós-parto, isso acabaria afetando a inteligência do seu filho. É que o ácido ascórbico, como esse nutriente também é conhecido, interfere no desenvolvimento cognitivo da criança.

Na barriga da mãe, o cérebro do feto se desenvolve em um ritmo muito acelerado e isso produz, sem querer, uma série moléculas de radicais livres. Elas, por sua vez, precisam sair de cena - ou atrapalham um bocado. A vitamina C, fornecida pela mãe, age nessa hora, neutralizando os tais radicais, deixando o sistema nervoso sem obstáculos para alcançar seu potencial máximo. O mesmo fenômeno pode acontecer no recém-nascido. Nele, o cérebro continua se desenvolvendo em pleno vapor e precisando da vitamina - fornecida por tabela pelo leite materno - para se livrar dos radicais em excesso.

A constatação de que a vitamina C não pode faltar na dieta materna vem do estudo encabeçado pelo biomédico dinamarquês Jens Lykkesfeldt. É bem verdade que ele e seu time observaram cobaias fêmeas e seus filhotes. "Passamos a nos questionar se, com os seres humanos, não aconteceria o mesmo", conta ele ao site do Bebê. "Ainda não sabemos se somos tão vulneráveis às deficiências dessa vitamina como as cobaias. No entanto, suspeitamos que a falta do nutriente durante a gravidez e logo após o parto levaria a uma redução do número final de células cerebrais e isso, consequentemente, acarretaria em uma espécie de diminuição de competências mais tarde." Em outras palavras, uma dieta fraca em ácido ascórbico na gestação pode comprometer a potencialidade de raciocínio, memória e aprendizagem da criança.

Mulheres, em geral, deveriam consumir 75 mg de vitamina C todo dia. Se estão grávidas, então, nem se fala... Para elas, o certo é somar mais 10 mg, ou seja, consumir 85 mg do nutriente diariamente. Quando o bebê nasce e começa a ser amamentado no peito, o consumo da mãe precisa subir ainda mais: a recomendação oficial passa a ser 100 mg diários.

O problema é o seguinte: no Brasil, quatro em cada dez gestantes apresentam carência de vitamina C por causa de uma alimentação inadequada. Independentemente da hipótese de o nutriente incrementar a inteligência dos bebês, só esse dado já serve de alerta para que todas as brasileiras fiquem de olho na dieta. "Essa vitamina é hidrossolúvel, isto é, ela se dissolve na água". Por isso, o organismo pode perdê-la com a maior facilidade - pelo suor, pelo xixi... Não adianta se entupir de vitamina C hoje e se esquecer de colocá-la no prato amanhã, porque o que for consumido agora logo será usado ou se perderá.

Por essas e outras, o consumo de vitamina C deve ser disciplinado, constante. "As frutas devem ser consumidas frescas e as verduras ricas nesse nutriente devem ser cozidas preferencialmente no vapor ou com pouca água", ensina Denise Samari. Veja quais são os alimentos campeões nessa vitamina e capriche:

• Camu-camu: essa fruta da Amazônia que é difícil de ser encontrada pelas consumidoras de outras regiões brasileiras, concentra 322 mg de vitamina C em uma unidade.

• Acerola: em uma única frutinha, você já encontra 234 mg.

• Pimentão amarelo: uma unidade média, pesando em torno de 70 gramas, tem 231 mg. Não à toa, ele é o terceiro colocado do nosso ranking vitaminado.

• Caju: uma unidade grande, com cerca de 100 gramas, oferece 220 mg.

• Goiaba: ela é outra ótima fonte, com 218 mg da vitamina em uma fruta grande, de 100 gramas.

• Kiwi: Cada unidade tem algo em torno de 88 mg.

• Mamão: Sim, ele também é fonte de vitamina C. Basta uma fatia média, que têm uns 100 gramas, para você obter 82 mg do nutriente.

• Couve: Use 4 folhas cruas em uma salada para conseguir 73 mg da vitamina. Atenção: procure não picá-las demais para reter todo esse nutriente.

• Brócolis: Uma flor média teria 65 mg da vitamina. O segredo é cozinhá-la só ao vapor, pelo mínimo tempo possível.

• Morango: Um lanche com 5 unidades médias da fruta já garante 57 mg.

• Laranja: Apesar da fama, ela está na décima-primeira posição do ranking, com 53 mg de vitamina C por unidade. Não despreze essa porção, especialmente em sucos. Afinal, você usará umas três laranjas espremidas para encher o copo.

• Rúcula: em 80 gramas de suas folhas, há 40 miligramas da vitamina. Está valendo, mas é rúcula à beça: algo em torno de 2 xícaras de chá cheias.

• Limão: em uma unidade pequenina, já se encontram 39 mg. Aproveite-o não só na limonada, mas para temperar saladas, espremendo-o na hora.

• Agrião: Um prato raso dessa verdura, crua, contém 33 mg.

Materia retirada da página web: http://bebe.abril.com.br/materia/mamae-olhe-este-ranking-da-vitamina-c
DIABETES GESTACIONAL 
CADA VEZ MAIS FREQUENTE ENTRE ÀS GESTANTES BRASILEIRAS

O Diabete Melito Gestacional (DMG) é considerado o distúrbio metabólico mais comum na gestação, com prevalência entre 3% e 13%. No Brasil, a prevalência de DMG em mulheres com idade superior a 20 anos, atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi de 7,6%.

A gestação é caracterizada por alterações metabólicas e, dentre elas, a resistência à insulina, caracterizando estado de alta produção deste hormônio em resposta à ação de outros hormônios. Esses hormônios “diabetogênicos”, entre eles progesterona, cortisol, prolactina e lactogênio placentário, agem diretamente antagonizando a ação da insulina ou, indiretamente, diminuindo a sensibilidade à insulina em células, tecidos e órgãos.

Diabete Gestacional é definida como qualquer grau de intolerância à glicose, de início ou primeiro reconhecimento na gravidez. Esta condição pode ou não persistir após o parto e não exclui a possibilidade da intolerância à glicose ter antecedido ou iniciado concomitantemente à gravidez.

Alguns autores alertam para o fato de que mulheres portadoras de intolerância à glicose e hiperglicemia, apresentam padrão metabólico alterado, com valores mais elevados de Índice de Massa Corporal (IMC) e triglicérides, hipertensão arterial e níveis mais baixos de HDL-colesterol, quando comparadas a mulheres normoglicêmicas.

A avaliação nutricional na gestação inicial identifica as necessidades de nutrientes nesse período e deve ser mantida ao longo da gravidez. Para isto, alguns instrumentos foram desenvolvidos, incluindo desde medidas antropométricas maternas (peso e ganho de peso, IMC, circunferência do braço, circunferência da cintura, relação cintura/quadril) e inquéritos diferenciados sobre ingestão alimentar.

A dieta da paciente com diabete melito gestacional pouco difere-se das demais gestantes, onde uma distribuição equilibrada dos macronutrientes deve ser sempre priorizada, podendo variar de acordo com as considerações específicas para cada macronutriente. Recomenda-se, para as gestantes, que os carboidratos devam perfazer um total de 45 - 65% do Valor Energético Total (VET), as proteínas 15 - 20% (com um adicional diário de 10g ou 1,1g/kg de peso pré-gestacional/dia, com a ingestão total recomendada de 71g/dia) e os lipídios de 20 - 35%, sendo que menos de 7% do total de lipídeos na forma de gordura saturada e que a ingestão de colesterol diária seja inferior a 200mg. A necessidade de vitaminas e minerais e aporte de fibras (20-35g/dia ou 14g/1000kcal) é semelhante ao recomendado para gestantes não acometidas pelo diabete.

A American Dietetic Association (ADA) destaca que as gestantes com DMG, não devem ter prescrições dietéticas muito restritas em carboidratos, e não deve possuir um quantitativo inferior a 130g por dia, com a finalidade de melhor controle glicêmico, pois pode trazer efeitos deletérios às gestantes. Os carboidratos provenientes dos alimentos integrais, das frutas, dos vegetais e dos produtos lácteos com menor teor de gordura devem ser priorizados.
Dietas com consumo de carboidratos controlados e cuidadosa distribuição destes ao longo do dia são capazes de controlar a glicemia materna, prevenir a macrossomia e reduzir a necessidade de insulina. Os edulcorantes liberados para utilização pela população em geral, inclusive para gestantes, são acesulfame K, aspartame, neotame, sacarina e sucralose. Recomenda-se o uso moderado de edulcorantes pois não existem estudos conclusivos, realizados em humanos, sobre sua segurança na gestação. Deve-se e evitar o consumo de alimentos diet e adoçantes à base de frutose, sorbitol, stévia e ciclamato.

A adesão ao plano alimentar saudável, atendendo aos princípios de quantidade, qualidade, padrão das refeições e adequação do ganho de peso, é fundamental para o bom controle glicêmico, contribuindo para a incorporação de adequado estilo de vida, mesmo após o término da gestação.


Reis, LSM; Silva, APR; Calderon, IMP. Acompanhamento nutricional no diabete melito gestacional. Com. Ciências Saúde, 2011.


O QUE FAZ AUMENTAR A PRODUÇÃO DE LEITE MATERNO?

Após o nascimento do bebê, outras grandes preocupações afligem às mães. Saber se terão leite suficiente, em quantidade e qualidade, para alimentar seu filho, é apenas uma delas. A crença de muitas nutrizes de não ter leite suficiente é referenciada por alguns estudiosos, os quais postulam que a conseqüência é o oferecimento precoce de suplementos alimentares aos bebês, interrompendo, assim, a amamentação (OMS, 1994).


Incentivar o aleitamento materno é um dever do profissional de saúde. O aleitamento materno é a forma mais sábia e natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil no Brasil (Ministério da Saúde, 2009).


Na tentativa de reverter a questão da hipogalactia, há recomendações de senso comum e de profissionais de saúde quanto à utilização de lactogogos (alimentos ou bebidas que, conforme as crenças locais, aumentam a produção do leite materno).

De acordo a etimologia da palavra lactogogos, podemos apreender o seguinte significado: “algo” ou “alguma coisa” que leva ao acréscimo da produção de leite, pois lacto, do latim lac, lactis, tem o sentido de leite, e –agogo, -agogia, de origem grega, agogôs, tem o sentido de que guia ou conduz (GRANDE, 1998). Portanto, não somente alimentos, mas também outros meios que auxiliem no aumento da produção láctea podem ser considerados lactogogos.


tipos-carboidrato-simples.jpgAlimentos com maior teor de glicose, proteínas, sais minerais, vitaminas e água, são essenciais à qualidade e à quantidade do leite a ser produzido (Pommer, 1991). 


Estudos em animais mostram que no processo de lactação há utilização de 50% a 85% da glicose e aminoácidos que entram na circulação sangüínea. A glicose no plasma é essencial para a síntese do leite. Na falta de glicose, somente uma pequena quantidade de leite rico em gordura e proteínas é sintetizada, e a secreção da fase de leite aquosa é retomada apenas quando a glicose está disponível em quantidade adequada. Nenhum outro açúcar ou metabólito pode substituir a glicose no processo da secreção do leite (VORHERR, 1974).


Na síntese do leite materno a literatura científica aponta que há aumento metabólico, portanto alimentos energéticos e outros nutrientes devem ser consumidos. A canjica, o fubá e o milho, por exemplo, são alimentos ricos em amido, e, uma vez ingeridos, sofrem o processo de hidrólise, produzindo a glicose. Ora, para a síntese do leite há necessidade da glicose no plasma (VORHERR, 1974).


Estudos também apontam que para uma boa produção de leite é fundamental a calma, relaxamento, conforto físico e emocional. A hipogalactia está relacionada muitas vezes à ansiedade, ao cansaço, à insegurança, acarretando um estresse psíquico vivenciado pela mulher cujos mecanismos neuroquímicos terminam por induzir a síntese de peptídeos no citoplasma, exercendo desse modo uma ação eficaz de frenagem sobre a lactação (ALMEIDA, 1999).

Portanto, o segredo para promover uma boa amamentação é:


- Alimentar-se de forma adequada, em qualidade e quantidade suficientes e equilibrada em todos os nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais);

- Ingerir alimentos ricos em carboidratos, principalmente os complexos. Assim, garantirá energia suficiente para uma boa produção de leite;


- Ingerir bastante líquido;


- Promover um ambiente harmonioso onde a mãe possa amamentar tranquilamente seu bebê;


- Evitar estresse, cansaço e ansiedade para que a mamãe possa ter conforto físico e emocional;


- Utilizar a técnica correta de amamentação;


- Oferecer o peito sempre que o bebê quiser, pois o estímulo faz produzir leite; 


- Acredite que você tem o melhor e mais completo alimento para seu bebê. 


Na dúvida, procure um Nutricionista!!!

Estou grávida!! Tenho que comer por dois???


Esta é a pergunta da maioria das gestantes. De fato, as necessidades energéticas são aumentadas durante a gestação, mas isso não significa
“comer por dois”. A preocupação não pode ser apenas com a quantidade a ser ingerida. A qualidade da dieta nesta fase é muito importante. Alguns nutrientes são fundamentais, como o ácido fólico - essencial no desenvolvimento do tubo neural, estrutura que forma o cérebro e a medula espinhal - e o ferro - previne a anemia, como já vimos neste blog.

Durante o primeiro trimestre, a ingestão energética da gestante deve ser semelhante à pré-gestacional. Segundo os comitês oficiais FAO/OMS (1985) e NRC (1989), adiciona-se
entre 200 e 300 Kcal/dia ao cálculo de Valor Energético Total (VET) para o 2º e o 3º trimestre de
gestação

Para saber o ganho de peso adequado, a gestante terá que ser avaliada nutricionalmente no início da gestação. Essa avaliação pode ser feita de acordo com o IMC pré-gestacional.



Classificação do estado nutricional segundo IMC
IMC
Classificação
≤18,5
 Baixo peso
18,5-24,9
 Eutrófico - Adequado
25- 29,9
Sobrepeso
≥30
Obesidade
Fonte:BRASIL, 2004.


Depois da classificação do Estado Nutricional, podemos estimar o ganho de peso para toda a gestação

GANHO DE PESO RECOMENDADO (EM KG) NA GESTAÇÃO, SEGUNDO ESTADO NUTRICIONAL INICIAL
Estado  nutricional (IMC)
Ganho de peso total (kg) no 1º trimestre
Ganho de peso SEMANAL médio (kg) no 2º E 3º trimestres
Ganho de peso total (kg)
Baixo peso (IMC
2,3
0,5
12,5 – 18,0
Adequado
1,6
0,4
11,5 – 16,0
Sobrepeso
0,9
0,3
7,0 – 11,5
Obesidade
–
0,3
7
Fonte: IOM, 1992, adaptado.


Cada gestante precisa ser avaliada de acordo com seu peso antes da gestação e receber um atendimento individualizado. Na dúvida, procure um Nutricionista.



ALIMENTAÇÃO NA GESTAÇÃO


A gravidez é um momento mágico para a mãe. Mas também, uma fase de muita insegurança, dúvidas e preocupações. Uma boa alimentação é essencial para o bom desenvolvimento do bebê e para a saúde e bem estar da futura mamãe. 
Aí vão algumas dicas de alimentação, o que priorizar e o que evitar. Mas atenção, todos somos diferentes, com necessidades diferentes. Para uma dieta individualizada e específica, procure um nutricionista.





A alimentação durante a gravidez e os primeiros anos de vida da criança pode determinar seu comportamento e desempenho mental



Um estudo europeu ainda em curso demonstrou que a alimentação da criança desde a gestação e, especialmente, nos primeiro anos de vida poderia determinar seu comportamento e seu desempenho mental.
Estas são as conclusões prévias do projeto “Nutrimenthe" liderado por uma pesquisadora da Universidade de Granada (UGR) na Espanha, que está sendo realizado desde 2008 com o objetivo de investigar o efeito da dieta sobre o desempenho mental das crianças.
Os investigadores analisaram os efeitos que exercem a longo prazo, a ingestão de proteínas, ácidos graxos ômega- 3, vitaminas como as do complexo B e ácido fólico, micronutrientes como ferro ou iodo e o leite materno, no desenvolvimento cognitivo , emocional e comportamental das crianças desde o nascimento até os 9 anos de idade.
Por outro lado, o projeto tem como objetivo melhorar as informações que chegam ao público e consumidores, principalmente aos pais, professores e indústrias, favorecendo o desenvolvimento de recomendações saudáveis e de sobre como a dieta influi no desenvolvimento cognitivo e no comportamento no infantil.
Até o momento, os estudos revelaram que a quantidade de ácido fólico recomendada na Europa durante os primeiros meses de gestação, pode reduzir as chances de desenvolver problemas de comportamento durante a infância.
Igualmente foi comprovado que comer peixes também é benéfico, não só pelos ácidos graxos ômega- 3 que servem como base para os neurônios , mas também por seu teor de iodo, que mostrou possuir um efeito positivo na capacidade para da leitura em crianças avaliadas aos nove anos de idade.
Entretanto, como explica a professora da UGR Cristina Campoy, líder do Projeto, "estudos a curto prazo parecem ser incapazes de detectar a real influência da nutrição nos primeiro anos de vida", pelo que é necessário mais estudos a longo prazo.
Há outros fatores que podem afetar o desenvolvimento intelectual infantil, como a idade dos pais ou o nível de educação e sócio- econômico, e também como foi demonstrado no projeto “Nutrimenthe” as bases genéticas da mãe e do filho.
Assim, polimorfismos e alterações epigenéticas produzidas durante a gestação, em relação com a ingestão de alimentos e o estado nutricional da grávida, podem influenciar no metabolismo de certos nutrientes; e como são transferidos durante a gestação para o feto e através do leite materno para o bebê, podem afetar positiva ou negativamente o desenvolvimento cognitivo e o comportamento das crianças.
Aconselhar os pais durante a gestação e nos primeiros anos de vida do filho, diz Cristina Campoy, é essencial para promover a importância da boa nutrição, já que pode ter efeito positivo na saúde mental e no rendimento escolar durante a infância.
O conhecimento adquirido através do projeto Europeu “Nutrimenthe” contribuirá para criar uma base científica sólida e estabelecer recomendações para as mulheres grávidas e crianças com o objetivo de aperfeiçoar o desempenho mental e prevenir distúrbios de comportamento.