USO DE CHÁS NA GESTAÇÃO E LACTAÇÃO. PODE???




O uso de chás é comum na finalidade analgésica, calmante e para problemas gastrointestinais. Na gestação, o uso de plantas medicinais pode acarretar implicações para a saúde materna e fetal.

As gestantes têm à sua disposição muitas destas ervas, e por entenderem que os chás são de origem natural, não os relacionam a implicações negativas à saúde. Diante disso muitas gestantes se expõem, sem saber dos riscos que correm ao usar determinado tipo de planta.

Com intuito de reduzir os sintomas fisiologicamente normais da gravidez, a gestante recorre ao uso de chás, por vezes sem conhecer os reais efeitos da erva sobre o seu organismo e o do bebê.

Diversos estudos científicos evidenciam que algumas espécies medicinais apresentam efeito embriotóxico, teratogênico e abortivo, e seu uso durante a gestação (primeiro trimestre) e lactação deve ser restrito ou impedido.

Camomila, Erva Doce, Capim Cidreira e Capim Limão, usados como calmante e para cólicas, podem provocar relaxamento do útero, menstruação e até abortamento. Portanto são contra-indicados na gestação.

Relacionado aos problemas respiratórios, estão o Agrião, a Romã, a Mastruz, o Poejo; e para má digestão a Erva do Bicho, o Sene da Índia e a Carqueja. Estes também são contra-indicados na gestação.

Resultado de imagem para chá gravidezO boldo tem seu uso na medicina popular para tratamento de problemas digestivos e hepáticos. O chá dessa espécie deve ser proibido para gestantes em função de seu risco teratogênico. O chá de carqueja, utilizado popularmente no tratamento de problemas hepáticos, digestivos, úlceras, diabetes, anemia, diarreia, infecções urinárias e amidalite, por exemplo, também devem ser proibidos para gestantes, pelos riscos comprovados de aborto.

Os chás de plantas da família Lauraceae (chá de canela), em altas doses provocam irritação das mucosas e hematúria; e da família Curcubiaceae (chá de buchinha), que, dentre suas aplicações, destaca-se o tratamento da amenorreia, estão diretamente relacionadas à ocorrência de aborto.

Compondo o grupo de plantas com a finalidade de interromper a gravidez destaca-se
a ingestão de chás, como canela, cravo, buchinha do norte e folha de café. Além destes, comumente utilizados para fins abortivos, estão Tapete ou capim de Oxalá, Milomi, Quina-verdadeira, Melão de cerca, Quitoco e a Aroeira.

Existem fortes evidências científicas de que Ruta graveolens (arruda), Peumus boldus (boldo-do-chile) e Luffa operculata (buchinha) são as espécies que representam maior risco durante a gestação.

Porém, há grande necessidade de realização de novos estudos pré-clínicos que investigue de forma mais aprofundada os riscos causados pelo consumo dessas espécies durante a gestação, especialmente no que diz respeito ao princípio ativo responsável pelo risco, e a dosagem recomendada para o consumo destas plantas durante o período gestacional.

 Relação de algumas espécies medicinais que oferecem riscos durante a gestação e lactação:

Nome científico                                                 Nome Popular                             Risco à gestação/Lactação
Achyrocline satureioides                                        Marcela                                                Abortiva
Aesculus hippocastanum                                  Castanha-da-índia                                     Abortiva
Aristolochia triangularis                                  Cipó-mil-homens                                      Abortiva
Astronium urundeuva                                            Aroeira                                                 Abortiva
Baccharis trimera                                                 Carqueja                                               Abortiva
Chamomilla recutita                                            Camomila                                      Emenagoga e abortiva
Cinnamomum verum                                              Canela                                                  Abortiva
Cunila fasciculata Benth.                                        Poejo                                                   Abortiva
Cymbopogon citratus                                        Capim-cidreira                                   Relaxante uterino
Equisetum giganteum                                           Cavalinha                                  Abortiva / Defic. de Tiamina
Foeniculum vulogare                                            Erva-doce                                 Relaxante uterino e abortiva
Mentha                                                                   Hortelã                                                 Abortiva
Peumus boldus                                                   Boldo-do-chile                                 Abortivo e teratogênica
Plectranthus barbatus                                        Boldo-da-terra                                         Abortiva
Rhamnus purshiana                                          Cáscara Sagrada                           Estimulante do útero abortiva /
                                                                                                                                  Cólica e diarreias no lactente
Rheum officinale                                                   Ruibarbo                             Estimulante do útero, mutagênica, abortiva /
                                                                                                                                  Cólica e diarreias no lactente
Rosmarinus                                                           Alecrim                                       Emenagoga e abortiva
Ruta graveolens                                                    Arruda                                                  Abortiva
Salvia officinalis                                                     Sálvia                           Emenagoga e abortiva / Redução do leite
Schinus terebinthifolius                                        Aroeira                                                 Abortiva
Senna alexandrina                                                  Sene                                            Abortiva / Catártica

Bactérias do Intestino da Mãe Estimulam o Sistema Imunológico do Feto





A nutrição é um fator fundamental para que o crescimento e o desenvolvimento do ser humano ocorram de acordo com a programação genética individual. Desde a vida intra-uterina, quando o feto recebe influência direta das condições nutricionais maternas e dos componentes da dieta durante a gestação, até o fim da adolescência, é inquestionável o papel da nutrição para assegurar as condições de saúde gerais do indivíduo.

Estudos demonstram que o estado nutricional perinatal influencia a suscetibilidade do adulto a doenças crônicas como o diabetes mellitus tipo 2, a doenças cardiovasculares, à obesidade e ao câncer . Com base nisso, abrem-se novas perspectivas para a modulação dessa resposta a partir de modificações alimentares da gestante, com o intuito de prevenir a ocorrência de doenças futuras.

Nos últimos anos, descobertas científicas têm intensificado o importante papel que as bactérias colonizadoras do intestino desempenham sobre o sistema imunológico. Um estudo da Universidade de Berna, na Suíça, evidenciou essa relação e mostrou que não é apenas a microbiota do indivíduo que molda suas células de defesa. As bactérias intestinais da mãe também estimulam o desenvolvimento imune do feto, um mecanismo de proteção então desconhecido.
Especula-se que a presença de componentes da microbiota materna no feto intra-útero, seja uma importante fonte de maturação do sistema imune fetal levando à indução de tolerância à alérgenos orais e respiratórios.

Antes, acreditava-se que o desenvolvimento da microbiota intestinal iniciava-se ao nascimento, influenciado pela composição da microbiota fecal materna, que é transferida ao recém-nascido durante o parto, especialmente o vaginal, e nos primeiros contatos entre a mãe e o bebê.  Ou seja, acreditava-se que o útero era um ambiente completamente estéril. Em 2007, porém, pesquisadores do Hospital Infantil do Texas, nos Estados Unidos, começaram a desconfiar dessa teoria. Afinal, com sete dias de vida, o bebê já carrega no intestino uma vasta e complexa flora bacteriana. Mesmo entrando em contato com micro-organismos no momento do parto, isso não seria o suficiente para colonizá-lo tão efetivamente — ainda mais considerando que uma boa parte das crianças vem ao mundo por cesária, não entrando em contato com a pele e os fluidos maternos.

A composição da microbiota intestinal do recém-nascido é influenciada por uma complexa variedade de fatores fisiológicos, culturais e ambientais incluindo: • Tipo de parto • Idade Gestacional (IG) na data do parto • Ambiente familiar, estilo de vida da família e higiene ambiental • Dieta materna e do recém-nascido • Nível do estresse materno • Doenças maternas e neonatais • Uso de antibióticos durante a gravidez e/ou no período neonatal.

Cientistas detectaram bactérias no fluido amniótico, no sangue do cordão umbilical, na membrana que embala o feto e até mesmo no mecônio, a primeira evacuação do recém-nascido.

É interessante o modo como as bactérias atingem a placenta e glândulas mamárias. Começa com o achado de material genético das bactérias entéricas maternas em células mononucleares do sangue e no leite de mulheres grávidas. O aleitamento materno promove a colonização bacteriana intestinal, principalmente por bifidobactérias.
Podemos dizer então, que existe um “imprinting epigenético” fetal através da translocação bacteriana durante a gravidez, que fornece à prole um microbioma pioneiro intra-útero.



Concluímos que uma ótima composição e função da microbiota intestinal podem repercutir nos processos digestórios, absorção de nutrientes, defesa contra enteropatógenos, desenvolvimento de uma boa resposta imune, saúde biopsicossocial, controle metabólico e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis. A modulação da microbiota intestinal – MATERNA - com intervenções utilizando prebióticos e/ou probióticos poderá prevenir e tratar uma variedade de patologias incluindo as atopias, infecções, desordens gastrintestinais, alterações no humor e doenças metabólicas como a obesidade.

Amamentar durante a gestação e em tandem é seguro?

Crédito: https://www.facebook.com/AlbanoGioiaArt?fref=ts

Está cientificamente provado que a sobreposição de gravidez e amamentação não afeta negativamente o desenvolvimento fetal. Também não há evidência científica de que a amamentação durante a gravidez aumenta as chances de ter abortos ou nascimentos prematuros. O que sim está documentado é o fato de que a estimulação do mamilo durante a gravidez provoca contrações. Isso por causa da Ocitocina (hormônio do amor), que em teoria causaria as contrações. Porém, ela só é liberada no início da mamada e permanece no sangue após alguns minutos. Mas é importante reforçar a recomendação de suspender a amamentação na gestação se houver ameaça de aborto ou parto prematuro. 

O desmame pode acontecer naturalmente. Isso se deve a basicamente três motivos: a idade da criança que já está avançada para o desmame, o sabor do leite que fica mais parecido ao colostro, e a sensibilidade nos mamilos. 

Na amamentação em tandem, é possível amamentar tanto o bebê recém-nascido, como o irmão mais velho, sem que haja prejuízo para ambos. Nesse caso, a mãe terá de organizar as mamadas entre os dois filhos. A preferência na mamada deverá ser sempre o recém-nascido, já que o mais velho já faz uso de alimentação complementar. 

Amamentar filhos de idades diferentes também não traz problemas nutricionais para nenhum dos filhos. Amamentar um recém-nascido sozinho ou em tandem praticamente não tem diferença, e existem muitos benefícios para o bebê maior e para o caçula pois ambos vão receber os nutrientes tanto do colostro como do leite maduro. 

Vale lembrar que o peito não é estoque, e sim fábrica. Portanto, quanto mais estimular, mas leite será produzido.

Apojadura ou Ingurgitamento Mamário? Como identificar!

Resultado de imagem para amamentar sala de partoAmamentar não é fácil. Muitas vezes pode causar certos desconfortos que geram dor e ansiedade. A apojadura, que é o preparo da mama para o início da produção do leite, é um desses desconfortos. Por isso, com o objetivo de tornar essa primeira experiência da mãe com seu bebê mais prazerosa é que se recomenda o contato pele a pele na primeira hora pós-parto, visto que não somente se inicia a prática alimentar do bebê, mas também se estabelece o vínculo afetivo entre mãe e filho, essencial para o desenvolvimento socioafetivo da criança.
O contato pele a pele imediato e contínuo na primeira hora após o parto estimula o início da amamentação e ajuda na contração do útero, diminuindo o risco de hemorragia pós-parto. Estudos apontam que o contato pele a pele na primeira hora de vida é importante para aumentar a duração do aleitamento materno e reduzir a mortalidade neonatal. 
Resultado de imagem para ingurgitamento mamárioApojadura geralmente acontece até cinco dias após o parto. Neste período, as mamas ficam maiores e bem cheias, por igual, e algumas vezes quentes. É normal haver um pequeno fluxo de leite, começando a descer em forma de gotinhas, que é suficiente para o bebê ficar satisfeito.
O primeiro leite que sai, após a apojadura, é chamado de colostro e tem o papel principal de proteção do recém-nascido, pois contêm vários anticorpos, sendo conhecido como a primeira vacina. Essas características permanecem até o 7º dia pós-parto.
É bastante comum confundir a apojadura com outros problemas que podem ocorrer nos seios da mãe, como o ingurgitamento mamário, que surge quando a pega do bebê está errada, então o bebê não consegue sugar todo o leite, e esta retenção de leite na mama gera o que conhecemos como leite “empedrado”.
Resultado de imagem para ingurgitamento mamário ordenhaCaso as mamas estejam muito cheias, a mãe pode realizar massagens com a mão espalmada em movimentos circulares, iniciando ao redor do mamilo e depois em direção à raiz da mama (próximo ao tórax), realizando em seguida uma pequena ordenha da aréola para que esta fique bem macia, o que facilita a pega para o bebê”, aconselhou a profissional. Vale destacar que esta massagem tem objetivo de deixar apenas a aréola mais macia para que o bebê possa abocanhar melhor, diferente do objetivo da massagem durante um ingurgitamento mamário.

Amamentação até os seis meses pode evitar leucemia na infância

Um estudo publicado no Journal of American Medical Association indica que a incidência de leucemia em lactentes amamentados foi 19% menor comparada àqueles que não foram amamentados.
O pediatra Paulo Taufi M. Jr. enfatiza a explicação dos pesquisadores de que o leite materno tem anticorpos que previnem doenças.

O câncer infantil é uma das principais causas de mortalidade entre crianças e adolescentes nos países desenvolvidos e a incidência aumenta 0,9% a cada ano. A leucemia é responsável por cerca de 30 % de todos os cânceres infantis e já foi demonstrado que a causa é genética, mas pouco ainda se conhece sobre os fatores que determinam a ocorrência das mutações ou que fazem com que estas deflagrem a doença.

Publicada em junho, no JAMA Pediatrics, uma nova análise de estudos antigos revela que crianças que receberam leite materno por pelo menos seis meses podem ter um risco menor de desenvolver leucemia na infância em relação àquelas que não foram amamentadas no peito.

O autor da nova análise foi Efrat L. Amitay, da Universidade de Haifa, em Israel. A especialista reuniu 18 pesquisas que abordavam mais de 10 mil casos de leucemia e 17,5 mil crianças que não tinham a doença. Tais estudos foram publicados entre 1960 e 2014.

Revisando os estudos, pesquisadores descobriram que crianças que eram amamentadas no peito por seis meses ou mais, tinham um risco 19% menor de desenvolver leucemia durante a infância, em comparação com as que não tinham sido amamentadas ou receberam leite materno por um período menor.

Em uma análise separada de 15 desses estudos, os pesquisadores perceberam que as crianças que foram amamentadas por qualquer período de tempo eram pelo menos 11% menos susceptíveis a desenvolver a doença, em relação àquelas que nunca haviam sido amamentadas.

O Prof. Dr. Paulo Taufi M. Júnior (CRM/SP 21.769), oncologista pediátrico do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês, destaca que os pesquisadores indicam que o leite materno contém anticorpos produzidos pela mãe que promovem uma comunidade saudável de bactérias no intestino das crianças e influenciam o desenvolvimento do sistema imunológico delas.

Outra possibilidade é que o leite materno mantém os níveis de pH no estômago das crianças em um patamar que promove a produção de proteínas benéficas chamadas HAMLET, que podem ter a habilidade de matar células do câncer. O leite materno também possui células-tronco que possuem propriedades similares às células-troncos de embriões, que podem ajudar o sistema imunológico na luta contra o câncer.

Fonte: http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=2064

Seja você também uma doadora de Leite Materno!

Composta por 216 bancos de leite humano e 119 postos de coleta, a rede brasileira inspira criação de modelos semelhantes em toda a América Latina.

Amamentar significa mais do que garantir a saúde do bebê em seus primeiros meses de vida. Representa um ato de amor que contribui sensivelmente para que a criança tenha um bom desenvolvimento e se torne um adulto também saudável. Além disso, traz uma série de benefícios para a saúde das mães. 

Por motivos como esses, há anos o Brasil incentiva o uso do leite humano como alimento exclusivo da criança nos seis primeiros meses de vida e complementado com alimentos adequados até os dois anos de idade ou mais. Esse trabalho rendeu ao país resultados importantes e agora inspira experiências em toda a América Latina.

Há 216 bancos de leite humano no Brasil. Eles atendem bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. Nessas condições, a produção do leite materno também diminui, pela ausência do estímulo e pela situação de estresse enfrentada pelas mães.

Enquanto isso não acontece, o banco de leite humano funciona para garantir a alimentação adequada dessas crianças. A Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (REDEBLH), que integra o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece seus serviços gratuitamente à população. A criança recebe o alimento na unidade onde está internada. O período de dependência em relação ao banco de leite pode variar de dias a meses, conforme o peso de nascimento e as condições de saúde.

A maioria das mães produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao quinto dia após o parto. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode doar leite, sem que isso traga algum tipo de prejuízo para o filho. Ela deve dirigir-se a uma unidade de saúde para se informar sobre locais onde existem os bancos. Em alguns municípios, há a possibilidade de coleta em casa.

Para fazer a doação, as mulheres devem gozar de saúde plena. Portadoras de doenças infectocontagiosas, como a AIDS, não podem doar e nem mesmo amamentar o filho. O risco de transmissão do vírus é alto. Antes da possível coleta, as doadoras têm de mostrar o cartão de acompanhamento pré-natal e passar por uma avaliação clínica. Também não podem beber, fumar e tomar medicamentos.

Quando o leite chega ao banco, passa por um rigoroso controle de qualidade. O primeiro passo é a pasteurização, que elimina bactérias e vírus. Depois disso, o alimento é congelado e submetido a um teste de controle microbiológico, para checar a efetividade da pasteurização. Só depois de aprovado nessa última fase, o leite é liberado para consumo.

O sucesso da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano, coordenada pelo governo brasileiro, estimulou outros países a tentarem implementar modelo semelhante.

A amamentação é a maneira natural de alimentar as crianças nos primeiros anos, apresentando muitas vantagens para o bebê e para a mãe.  O leite materno é tão completo, forte e adequado, que a criança não precisa de outro alimento, nem mesmo da água, até os seis meses de idade. A amamentação funciona como a primeira vacina e protege o bebê contra várias doenças. Depois dessa idade, o leite materno deve ser mantido até os dois anos ou mais, já acompanhado de outros alimentos, como legumes, verduras, tubérculos, leguminosas, carnes, cereais e frutas.

Os benefícios da amamentação valem por toda a vida. Crianças que mamam no peito correm menos risco de ter infecções urinárias, diarreias, doenças respiratórias e outras, que podem levar a internações ou à morte. A criança amamentada adequadamente terá menos chance de desenvolver problemas como diabetes, má oclusão dos dentes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Para as mulheres, a amamentação também traz benefícios, como reduzir o sangramento após o parto e diminuir a incidência de anemia, de câncer de mama e ovário e de osteoporose. E ainda é um excelente aliado da mãe para recuperar seu peso normal.

Como doar?
Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite humano. Veja o BLH mais próximo de você. (http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=393)

Como preparar o frasco para coletar o leite humano?
- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue; 
- Você poderá usar quando estiver seco.

Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?
O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.
Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:
1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.

Como retirar o leite humano (ordenhar)?
Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.

Massageie as mamas com as polpas dos dedos   começando na aréola (parte escura da mama) e, de forma circular,  abrangendo toda mama.

É ideal que o leite seja retirado de forma manual:

- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você.

Como guardar o leite retirado para doação?

O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer. Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador. O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.

O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

Fonte: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=397#

VITAMINA C PARA A INTELIGÊNCIA DO BEBÊ


A deficiência de vitamina C na gestante afeta a capacidade de raciocínio da criança no futuro. 

Cientistas da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, levantam uma suspeita interessante: se a mulher consumir menos vitamina C do que deveria durante a gestação e até mesmo no período pós-parto, isso acabaria afetando a inteligência do seu filho. É que o ácido ascórbico, como esse nutriente também é conhecido, interfere no desenvolvimento cognitivo da criança.

Na barriga da mãe, o cérebro do feto se desenvolve em um ritmo muito acelerado e isso produz, sem querer, uma série moléculas de radicais livres. Elas, por sua vez, precisam sair de cena - ou atrapalham um bocado. A vitamina C, fornecida pela mãe, age nessa hora, neutralizando os tais radicais, deixando o sistema nervoso sem obstáculos para alcançar seu potencial máximo. O mesmo fenômeno pode acontecer no recém-nascido. Nele, o cérebro continua se desenvolvendo em pleno vapor e precisando da vitamina - fornecida por tabela pelo leite materno - para se livrar dos radicais em excesso.

A constatação de que a vitamina C não pode faltar na dieta materna vem do estudo encabeçado pelo biomédico dinamarquês Jens Lykkesfeldt. É bem verdade que ele e seu time observaram cobaias fêmeas e seus filhotes. "Passamos a nos questionar se, com os seres humanos, não aconteceria o mesmo", conta ele ao site do Bebê. "Ainda não sabemos se somos tão vulneráveis às deficiências dessa vitamina como as cobaias. No entanto, suspeitamos que a falta do nutriente durante a gravidez e logo após o parto levaria a uma redução do número final de células cerebrais e isso, consequentemente, acarretaria em uma espécie de diminuição de competências mais tarde." Em outras palavras, uma dieta fraca em ácido ascórbico na gestação pode comprometer a potencialidade de raciocínio, memória e aprendizagem da criança.

Mulheres, em geral, deveriam consumir 75 mg de vitamina C todo dia. Se estão grávidas, então, nem se fala... Para elas, o certo é somar mais 10 mg, ou seja, consumir 85 mg do nutriente diariamente. Quando o bebê nasce e começa a ser amamentado no peito, o consumo da mãe precisa subir ainda mais: a recomendação oficial passa a ser 100 mg diários.

O problema é o seguinte: no Brasil, quatro em cada dez gestantes apresentam carência de vitamina C por causa de uma alimentação inadequada. Independentemente da hipótese de o nutriente incrementar a inteligência dos bebês, só esse dado já serve de alerta para que todas as brasileiras fiquem de olho na dieta. "Essa vitamina é hidrossolúvel, isto é, ela se dissolve na água". Por isso, o organismo pode perdê-la com a maior facilidade - pelo suor, pelo xixi... Não adianta se entupir de vitamina C hoje e se esquecer de colocá-la no prato amanhã, porque o que for consumido agora logo será usado ou se perderá.

Por essas e outras, o consumo de vitamina C deve ser disciplinado, constante. "As frutas devem ser consumidas frescas e as verduras ricas nesse nutriente devem ser cozidas preferencialmente no vapor ou com pouca água", ensina Denise Samari. Veja quais são os alimentos campeões nessa vitamina e capriche:

• Camu-camu: essa fruta da Amazônia que é difícil de ser encontrada pelas consumidoras de outras regiões brasileiras, concentra 322 mg de vitamina C em uma unidade.

• Acerola: em uma única frutinha, você já encontra 234 mg.

• Pimentão amarelo: uma unidade média, pesando em torno de 70 gramas, tem 231 mg. Não à toa, ele é o terceiro colocado do nosso ranking vitaminado.

• Caju: uma unidade grande, com cerca de 100 gramas, oferece 220 mg.

• Goiaba: ela é outra ótima fonte, com 218 mg da vitamina em uma fruta grande, de 100 gramas.

• Kiwi: Cada unidade tem algo em torno de 88 mg.

• Mamão: Sim, ele também é fonte de vitamina C. Basta uma fatia média, que têm uns 100 gramas, para você obter 82 mg do nutriente.

• Couve: Use 4 folhas cruas em uma salada para conseguir 73 mg da vitamina. Atenção: procure não picá-las demais para reter todo esse nutriente.

• Brócolis: Uma flor média teria 65 mg da vitamina. O segredo é cozinhá-la só ao vapor, pelo mínimo tempo possível.

• Morango: Um lanche com 5 unidades médias da fruta já garante 57 mg.

• Laranja: Apesar da fama, ela está na décima-primeira posição do ranking, com 53 mg de vitamina C por unidade. Não despreze essa porção, especialmente em sucos. Afinal, você usará umas três laranjas espremidas para encher o copo.

• Rúcula: em 80 gramas de suas folhas, há 40 miligramas da vitamina. Está valendo, mas é rúcula à beça: algo em torno de 2 xícaras de chá cheias.

• Limão: em uma unidade pequenina, já se encontram 39 mg. Aproveite-o não só na limonada, mas para temperar saladas, espremendo-o na hora.

• Agrião: Um prato raso dessa verdura, crua, contém 33 mg.

Materia retirada da página web: http://bebe.abril.com.br/materia/mamae-olhe-este-ranking-da-vitamina-c